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Resenha #156 - O Visconde Que Me Amava

by - terça-feira, outubro 27, 2015

Livro: O Visconde Que Me Amava
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 5/5

"Era engraçado, refletiu mai tarde, como a vida de alguém podia mudar num único instante, como tudo podia ser de um jeito num minuto e, no seguinte, simplesmente se transformar em algo... diferente."

Sinopse:A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será
Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

"Mas amor era uma complicação que ele preferia evitar. Não tinha desejo algum de presenciar esse milagre em particular na própria vida."


Cheguei ao fim de mais uma leitura da série Bridgerton e nesse momento tudo o que posso dizer é que: Julia Quinn é de longe uma das melhores autoras que eu já li. Ela escreve magnificamente e consegue ser clichê ao mesmo tempo em que é surpreendente. Quando eu achava saber os próximos passos da trama acabei sendo surpreendida em poucas páginas que seguiam.
Nesse segundo volume da série é contada a história de amor de Anthony , o mais velho dos irmãos Bridgertons e o que possui toda a responsabilidade de cuidar da família e dos bens que foram deixados pelo pai.
Anthony é apresentado aos leitores como um libertino com L maiúsculo, segundo Lady Whistledown. Ele é charmoso, bonito, educado, rico, possui titulo e atualmente é o solteiro mais disputado da temporada casamenteira Londrina. De longe todos querem saber quando e com quem Anthony irá subir ao altar.


E realmente ele pretende selar matrimonio neste ano que se passa, mas o que lhe falta é uma pretendente a altura de todas as qualidades e categorias que ele deseja encontrar nela. Segundo Anthony ele não pretende se apaixonar pela esposa, mas deseja que ela seja bonita o suficiente, inteligente o suficiente para poderem conversar e saiba se portar. Todos esses elementos dariam uma combinação perfeita e levariam o visconde a realizar um excelente casamento. Foi então que ele decidiu cortejar a moça mais bonita da temporada, Edwina Sheffield. Porém antes ele teria que provar pra irmã dela que seria capaz de fazer a jovem feliz, só que o destino e todos os personagens do livro, pareciam querer que Anthony não ganhasse essa batalha contra os próprios desejos e acabasse se rendendo aos devaneios do coração.


"- Às vezes... - disse Anthony com a voz hesitante - às vezes, existem razões para os nossos medos que nós não conseguimos explicar. Pode ser só uma sensação, algo que sabemos que é verdade mas que pareceria infantil a outra pessoa."

Paralelo ao inicio da história sobre o ponto de vista de Anthony a autora nos apresenta a família Sheffield, composta por Katharine, sua irmã Edwina e Mary, madrasta de Katharine e mãe de Edwina. São uma família com poucas posse e vivem economizando para tentarem manter o padrão de vida que tem, desde que o pai das meninas faleceu.
Conforme as poucas condições que possuem as duas jovens acabam por debutarem juntas, no mesmo ano, mas de longe todos só tem olhos para a jovem e belíssima Edwina, deixando sua irmã mais velha sempre de lado. Até o dia em que a jovem Edwina anuncia que só se casará com a aprovação de Kate sobre o pretendente. Então todos começam a se aproximar dela, mas ela sabe que isso é pura e exclusivamente para que ela aprove-os. Até que o libertino mais odiado por Kate resolve entrar no jogo e as coisas acabam ganhando um rumo diferente do esperado.
Kate é uma bela mulher que tem uma opinião muito forte, não é de levar desafios para casa, e não concorda com certas coisas. Ela é uma mulher linda, mesmo não achando isso, porque sempre foi apagada bela beleza estonteante da irmã, e isso acaba deixando-á um pouco insegura. No momento em que se encontra ela acredita que não vai mais conseguir realizar um bom casamento e por isso já se está conformada com o fato de se tornar uma solteirona.


"Mas o amor era o inimigo dos mortais. Era a única coisa capaz de tornar o restante de seus anos intoleráveis - provar da felicidade e saber que ela lhe seria arrancada."

A história dos dois se encontra quando em um baile Kate acaba dançando com Colin(meu irmão favorito), e em seguida caindo em uma armadilha do próprio para dançar com Anthony. De imediato é possível ver que Kate e Anthony não simpatizam um com o outro e o mocinho vê o desafio que terá que enfrentar se quiser realmente desposar Edwina.
Depois de alguns incidentes, como um cachorro maluco e muita água, Anthony continua firme em sua missão de conseguir a aprovação de Kate, mas devido a algumas situações de pura libertinagem do jovem Bridgerton as coisas só ficam piores a cada encontro dos dois. Depois de uma beijo em Kate, Anthony percebe que a bela, que segundo os padrões da sociedade não é tão bela assim, não sai de seus pensamentos e nem se seus sonhos. E isso começa  a incomodar o jovem visconde. Paralelamente aos sentimentos dela, Kate também se sente atraída pelo jovem, mas se nega admitir e sua raiva por ele parece crescer junto com a atração.
Seguidos de alguns bailes e uma viagem para uma das casa de campo dos Bridgerton é que as coisas entre Anthony e Kate acabam indo por água a baixo de uma vez por todas. Depois de um jogo em família pra lá de divertido, Anthony passa a enxergar a jovem com novos olhos, e depois de uma noite bem intensa na biblioteca sobre raios e trovoes de uma severa tempestade, ele acaba querendo passar o máximo de tempo possível perto dela, e ela, por mais que se negue, acaba sentindo o mesmo.
E pra completar em um belo passeio um incidente acaba deixando os dois em uma situação pra lá de constrangedora para os padrões da época, levando Anthony a pedir a mão da jovem Kate em casamento.
Tudo isso acontece lá pelo meio da história, eles realmente acabam se casando e inicialmente são muito felizes, durante o tempo em que Anthony tentou conquistar a simpatia de Kate ele acabou conseguindo construir uma boa amizade e sem querer deixando surgir o amor no coração de ambos. Mas para ele o amor não é possível, por que ele jurou nunca se apaixonar, afinal sempre soube que seu fim estaria próximo. Mas as vezes o coração não ouve a razão, na verdade o coração nunca ouve  a razão, e as coisas acabam saindo do controle.
Não é só ele que possui segredos, a senhora viscondessa também, ela é apoiada pelo marido ao descobrir realmente o motivo de seus ataques de fúria em noites de tempestade.

"Nunca teria se permitido, nem em um milhão de anos, escolhê-la como esposa. Ela era perigosa demais para sua paz de espirito."


Eu confesso que amei os protagonistas, eles possuem medos obscuros e ao mesmo tempo coragens surpreendentes. Anthony e suas angústias com a perda do pai e Kate com seus complexos de beleza e seus monstros passados com a morte da mãe. São dois personagens que realmente se completam, tanto nos medos, quanto nas implicações. Eles formam o famoso "a gente briga mas se ama", de vez em sempre eles estão discutindo e se metendo nas situações mais embaraçosas e constrangedoras possíveis, mas em grande parte eles se rendem a atração que emana entre ambos e acabam se entregando a paixão que negam sentir. No fundo ambos são orgulhosos demais para admitirem que não vivem um sem o outro.Mas quando eles realmente se encontram prontos para admitirem esses sentimentos as coisas parecem ser um conto de fadas.

"Era simples: Kate era tudo para ele. Se negasse isso, poderia muito bem parar de respirar imediatamente."




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